terça-feira, 9 de abril de 2013
quinta-feira, 24 de março de 2011
Subverter-se

Deixo as minhas queixas de lado e me coloco à disposição. Mas nesse caso você me questiona de que ou de quem? E nesse momento eu não sei responder. Coloco-me à disposição da vida, dos relacionamentos, dos amores e temores. Nesta idade não há nada que possamos perder.
Ao mesmo tempo em que não tenho nada há perder; perco-me nos meus pensamentos, nas minhas atitudes e nos meus objetivos. E se não me perco acabo perdendo o celular, o rumo o foco.
A cada dia que passa, venho questionando a mim mesmo ou ao meu ego, ao meu inconsciente. Não sei ao certo se este tal de ego é alguém ou algo que inventaram para nos confundir e nos explicar o que não tem explicação.
Mesmo assim tento e continuo tentando achar explicações, tentando me traduzir. Nesse momento me sinto um poema do Ferreira Gullar onde ele fala: “Uma parte de mim é multidão, Outra parte estranheza e solidão...” Eu sou multidão nos dias em que quero falar com o mundo e sorrir e até me perder no meio de todos que passam e ultrapassam o meu caminho; mas sou plena solidão quando escrevo este texto, que preciso de utopias e silêncio para criar o meu mais precioso final.
Se este texto será arte, desabafo ou meras linhas jogadas ao canto por tempos; eu não sei dizer, mas tendo não reter os pensamentos e nem limitar as entrelinhas. Jogo nas teclas deste laptop um pouco da angústia, da veracidade e da diversidade de pensamentos que correm e percorrem a minha mente.
Confuso, subversivo ou pleno? Este é um momento de achados e perdidos. Momento de precisão, de reflexão, de decisão.
Essas são linhas tortas que desenrolam ao longo do tempo, mas que nos fazem reescrever a cada dia uma página dos nossos sentimentos. Com o tempo nos tornamos mais críticos e seletivos, só não podemos nos tornar amargos.
Deixem as amarguras para aquelas pessoas que não se entregam por amor, que nunca escreveram uma carta de amor e que não amam o seu próprio ser.
Deixem para elas as experiências que passamos e iremos passar de corações cheios de cicatrizes, mas corações que viveram que conviveram que se dilaceraram e que não ficou a espera.
Só não deixem para elas a sua vontade de amar, de se entregar, de subverter esse inconsciente que nos bloqueia e nos faz ter medo do sentimento mais nobre do planeta e quem sabe do universo.
Esse era pra ser um texto revolucionário, mas se tornou um texto doce e terno. Um texto que espera que subversiva seja a minha forma de amar.
Ao mesmo tempo em que não tenho nada há perder; perco-me nos meus pensamentos, nas minhas atitudes e nos meus objetivos. E se não me perco acabo perdendo o celular, o rumo o foco.
A cada dia que passa, venho questionando a mim mesmo ou ao meu ego, ao meu inconsciente. Não sei ao certo se este tal de ego é alguém ou algo que inventaram para nos confundir e nos explicar o que não tem explicação.
Mesmo assim tento e continuo tentando achar explicações, tentando me traduzir. Nesse momento me sinto um poema do Ferreira Gullar onde ele fala: “Uma parte de mim é multidão, Outra parte estranheza e solidão...” Eu sou multidão nos dias em que quero falar com o mundo e sorrir e até me perder no meio de todos que passam e ultrapassam o meu caminho; mas sou plena solidão quando escrevo este texto, que preciso de utopias e silêncio para criar o meu mais precioso final.
Se este texto será arte, desabafo ou meras linhas jogadas ao canto por tempos; eu não sei dizer, mas tendo não reter os pensamentos e nem limitar as entrelinhas. Jogo nas teclas deste laptop um pouco da angústia, da veracidade e da diversidade de pensamentos que correm e percorrem a minha mente.
Confuso, subversivo ou pleno? Este é um momento de achados e perdidos. Momento de precisão, de reflexão, de decisão.
Essas são linhas tortas que desenrolam ao longo do tempo, mas que nos fazem reescrever a cada dia uma página dos nossos sentimentos. Com o tempo nos tornamos mais críticos e seletivos, só não podemos nos tornar amargos.
Deixem as amarguras para aquelas pessoas que não se entregam por amor, que nunca escreveram uma carta de amor e que não amam o seu próprio ser.
Deixem para elas as experiências que passamos e iremos passar de corações cheios de cicatrizes, mas corações que viveram que conviveram que se dilaceraram e que não ficou a espera.
Só não deixem para elas a sua vontade de amar, de se entregar, de subverter esse inconsciente que nos bloqueia e nos faz ter medo do sentimento mais nobre do planeta e quem sabe do universo.
Esse era pra ser um texto revolucionário, mas se tornou um texto doce e terno. Um texto que espera que subversiva seja a minha forma de amar.
terça-feira, 8 de março de 2011
Traduzir-se
Uma parte de mim é todo mundo
Outra parte é ninguém Fundo sem fundo
Uma parte de mim é multidão
Outra parte estranheza e solidão
Uma parte de mim, pesa e pondera
Outra parte, delira
Uma parte de mim almoça e janta
Outra parte se espanta
Uma parte de mim é permanente
Outra parte se sabe de repente
Uma parte de mim é só vertigem
Outra parte, linguagem
Traduzir uma parte noutra parte
Que é uma questão de vida ou morte
Será arte?Será arte?
FERREIRA GULLAR
Outra parte é ninguém Fundo sem fundo
Uma parte de mim é multidão
Outra parte estranheza e solidão
Uma parte de mim, pesa e pondera
Outra parte, delira
Uma parte de mim almoça e janta
Outra parte se espanta
Uma parte de mim é permanente
Outra parte se sabe de repente
Uma parte de mim é só vertigem
Outra parte, linguagem
Traduzir uma parte noutra parte
Que é uma questão de vida ou morte
Será arte?Será arte?
FERREIRA GULLAR
terça-feira, 1 de março de 2011
Preciso ser amado
Rejeito o que é novo o que é estranho, o que não se aproxima dos meus olhos. Rejeito os corações, os sentimentos; e rejeito o que me rejeita.
Amar pode até ser uma rejeição, mas nesse caso, espero não rejeitá-lo. O novo me assusta, me intimida, me faz tornar-me uma casca de nós. Ser rejeitado dói, fere e motiva. Sinto-me ótimo hoje e no mesmo hoje me sinto o pior de todos os mortais. Um duo de sim e não que transcendem o racional e me fazem sequer entender a vitima e o algoz que existem dentro de mim.
Não quero mais escutar o que tem dentro e o que tem fora. Quero ensurdecer, emudecer e ate enlouquecer. Quero rejeitar mais que ser rejeitado. Quero ser amado, desejado, vítima, um gatinho que vira pantera.
Se você tiver que me rejeitar, por favor, me apunhale pelas costas antes que eu veja. Não sei lidar com isso, não entendo e não quero compreender, mas ouça uma coisa, o punhal tem de estar envenenado e os sentimentos mortos senão o gatinho vira pantera vai te esquartejar os desejos, os sentimentos e ate a sua rejeição.
Amar pode até ser uma rejeição, mas nesse caso, espero não rejeitá-lo. O novo me assusta, me intimida, me faz tornar-me uma casca de nós. Ser rejeitado dói, fere e motiva. Sinto-me ótimo hoje e no mesmo hoje me sinto o pior de todos os mortais. Um duo de sim e não que transcendem o racional e me fazem sequer entender a vitima e o algoz que existem dentro de mim.
Não quero mais escutar o que tem dentro e o que tem fora. Quero ensurdecer, emudecer e ate enlouquecer. Quero rejeitar mais que ser rejeitado. Quero ser amado, desejado, vítima, um gatinho que vira pantera.
Se você tiver que me rejeitar, por favor, me apunhale pelas costas antes que eu veja. Não sei lidar com isso, não entendo e não quero compreender, mas ouça uma coisa, o punhal tem de estar envenenado e os sentimentos mortos senão o gatinho vira pantera vai te esquartejar os desejos, os sentimentos e ate a sua rejeição.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Balada De Gisberta
Perdi-me do nome,
Hoje podes chamar-me de tu,
Dancei em palácios,
Hoje danço na rua.
Vesti-me de sonhos,
Hoje visto as bermas da estrada,
De que serve voltar
Quando se volta p’ró nada.
Eu não sei se um Anjo me chama,
Eu não sei dos mil homens na cama
E o céu não pode esperar.
Eu não sei se a noite me leva,
Eu não ouço o meu grito na treva,
E o fim vem-me buscar.
Sambei na avenida,
No escuro fui porta-estandarte,
Apagaram-se as luzes,
É o futuro que parte.
Escrevi o desejo,
Corações que já esqueci,
Com sedas matei
E com ferros morri.
Eu não sei se um Anjo me chama,
Eu não sei dos mil homens na cama
E o céu não pode esperar.
Eu não sei se a noite me leva,
Eu não ouço o meu grito na treva,
E o fim vem-me buscar.
Trouxe pouco,
Levo menos,
E a distância até ao fundo é tão pequena,
No fundo, é tão pequena,
A queda.
E o amor é tão longe,
O amor é tão longe…
(…)E a dor é tão perto.
Balada De Gisberta
Pedro Abrunhosa
Hoje podes chamar-me de tu,
Dancei em palácios,
Hoje danço na rua.
Vesti-me de sonhos,
Hoje visto as bermas da estrada,
De que serve voltar
Quando se volta p’ró nada.
Eu não sei se um Anjo me chama,
Eu não sei dos mil homens na cama
E o céu não pode esperar.
Eu não sei se a noite me leva,
Eu não ouço o meu grito na treva,
E o fim vem-me buscar.
Sambei na avenida,
No escuro fui porta-estandarte,
Apagaram-se as luzes,
É o futuro que parte.
Escrevi o desejo,
Corações que já esqueci,
Com sedas matei
E com ferros morri.
Eu não sei se um Anjo me chama,
Eu não sei dos mil homens na cama
E o céu não pode esperar.
Eu não sei se a noite me leva,
Eu não ouço o meu grito na treva,
E o fim vem-me buscar.
Trouxe pouco,
Levo menos,
E a distância até ao fundo é tão pequena,
No fundo, é tão pequena,
A queda.
E o amor é tão longe,
O amor é tão longe…
(…)E a dor é tão perto.
Balada De Gisberta
Pedro Abrunhosa
sábado, 25 de setembro de 2010
Um pré-amor

“Socorro nao estou sentindo nada nem medo nem calor nem fogo nao vai dar mas pra chorar nem pra rir”. (Arnaldo Antunes)
Em uma dessas noites escuras e até um tanto quanto escusas eu me peguei não desejando e querendo ninguém. Mas por incrível que pareça foi nesse dia que aparece esse alguém muito ao acaso e me levou pra cama pros braços e pelos braços ate um orgasmo sem explicação.
E o que parecia ser uma simples noite de prazer foi se tornando um envolvimento e um sentimento que até hoje não consegui explicar. Foram dois meses de muito mais do que sexo, de muito mais do que tudo que eu imaginei. Foram dois meses de certa entrega.
Muitas descobertas para mim e para o meu corpo. Muitas descobertas no meu sexo e no meu orgasmo. Muitas descobertas no meu sentimento e no meu estado se espírito.
Como nada podia ser e era pra ser. Esse outro alguém esse dono dos cabelos ao vento tinha outro alguém. E foi assim que esse certo alguém despertou o sentimento e como o próprio Lulu Santos disse: eu não resisti e me entreguei e parece que ele fez o mesmo.
Gostei do beijo, do sexo, do gosto, do orgasmo, do tudo que aconteceu nesse tão pouco dos poucos tempos. No mesmo tempo que foi um momento de felicidade foi um momento de duvida, pois ele ficava entre a cruz e a espada e parecia, ou melhor, ao que tudo se explicava a corda arrebentava para o lado da espada.
Os dias se passaram e o rosto, o olhar, os choros foram intensos, mesmo com algumas brigas era impossível não reencontrá-lo. Quando resolvemos ficar separados veio à febre, a dor e imediatamente juntos estávamos novamente. O sexo foi intenso e bom, mas o companheirismo e a cumplicidade foram ainda melhor. Tudo sem explicação.
Parecia até um ensaio para o amor que não viria. Realmente o amor não veio, não começou e não teve prosseguimento. Mas o que é meu esta guardado e dessa vez acho que a sete chaves. Por favor, alguém me de o molho de chaves que não sei se vou suportar.
O nosso pré-amor, o nosso ensaio para o amor, o nosso trailer antes do filme estrear não teve desenlace, nem sequer desfecho. simplesmente foi um tempo que fomos felizes e que mais uma vez me fez amadurecer.
Mas ate quando irei sofrer e chorar e amadurecer e quantos esssssssss?
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