quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Será que isto é realmente "Fama"

Ia escrever uma crítica mas como escreveram coisas que eu pensei então faço minhas as palavras de Leonardo Mansur:



Há 10 anos atrás quando começei a fazer ballet, um professor me disse que deveria ver este filme, mas como qualquer estudante eu não o fiz. Os anos se passaram e passando por uma locadoa eu vi uma cena ( Hot Lunch Jam ) e fiquei desesperado para ver o filme todo.
Alguns anos depoi fui gastar uma graninha e vi que o filmes estava sendo vendido na Sariva e foi exatamente que fiz, o comprei. Eu vi este filme, muias e muitas vezes... Enlouquecido com o clima maravilhoso que o filme tem e o drama pesado para época, em suma, este virou o filme da minha vida.
Em 2009 um cara resolve fazer um re-make ( ???? como assim ????) com outro clima, algo moderno e que transmita a mesma mensagem.
ERRADOOOOOOOOOOOOO
O filme deveria ter outro nome, Fama, nunca!Levando e consideração que não há um link com os personagens da primeira versão, não há elementos físicos no filme que o tornará uma referência como foi o primeiro. Entendo a roupagem nova que o diretor criou e as "desculpas" para que seja feito uma mera e simples comparação com o filme de 1980, mas nada poderá justificar a falta de responsabilidade com as cenas do filme anterior e a falta de sensibilidade por optar cortar as músicas que fizeram sucesso e tranformaram Fama em um sucesso absoluto para época. Hot Lunch Jam, Fame e Never Alone são músicas que NUNCA poderia faltar. Não digo apenas que seja colocado no filme, mas no caso de Fame - que ele reformulou por completo - ele simplismente cortou a cena que transformou o filme em um marco.
Fame - a música - foi coadjuvante do próprio filme - o diretor deixou para o final e só! Onde está a cena de todos indo pra o meio da rua dançando Fame freneticamente? e Hot Lunch Jam, onde é aproveitado todos os sons externos para criar um lúdico almoço com artistas performáticos. O diretor simplismente optou por colocar outra música, e criar um novo ambiente. Um re-make é a montagem ao pé da letra do que já existe, e se investigarmos a fundo, Fame 2009 é nada mais que Generation Fame, o que nos mostra que não é um re-make e sim uma desculpa para que não seja comparado a uma estética que já existe para que não seja uma cópia mal sucedida.
Fame 1980 é incomparável
Fama 2009 é apenas uma fórmula pronta que não tem a menos pretenção de ser um marco, de ser uma referência. É apenas uma desculpa para ganhar dinheiro.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Já sei . . .

Quando Você Não Está Aqui

Maria Bethânia
Composição: Herbert Viana / P. C. Valle

Prá quê dizer que a vida é mesmo assim?
Prá quê negar que estou longe de mim ?
Sonhando com você, sonhando em te rever, prá quê?
Prá quê buscar palavras na raCor do textozão?
Me diz, prá quê?
Se gente é coração, se insisto em te querer e não sei te esquecer, prá quê?
Quando você não está aqui, é sempre noite sem luar e sem fim
Quando você não está aqui, nem as estrelas vão brilhar pra mim
Prá quê dizer que o sonho é uma ilusão?

Prá quê buscar pra tudo explicação?
Quem ama é sonhador, eu só tenho um amor, você
Quando você não está aqui, é sempre noite sem luar, e sem fim
Quando você não está aqui, nem as estrelas vão brilhar pra mim
Prá quê dizer que a vida é mesmo assim?
Prá quê negar que estou longe de mim?
Sonhando com você, sonhando em te rever...prá quê?

sábado, 6 de junho de 2009

Ja até sei de cor. . .
















Aprendi a me deliciar com a voz grave da Zélia no CD “Sortimento” depois voltei comprei todos os seus discos antigos e novos e agora fico na espera de um novo trabalho. Como ela já está em pré-venta estou mais do que feliz. Adoro ouvir essa música nova que posto aqui.

Zélia é uma marca gay sem ser excraxada, sem ser vulgar. Tanto que as músicas “Me revelar” e “Imorais” são literais como ela mesmo me disse em uma entrevista que fiz com ela no Centro Cultural Carioca em 2005 quando ela cantava “Eu me transformo em outras”

Então eu vou me deliciando pelo simples sabor do gesto homônimo do seu novo cd.

TUDO SOBRE VOCÊ
John Ulhoa - Zélia Duncan

Queria descobrir
Em 24hs tudo que você adora
Tudo que te faz sorrir
E num fim de semana
Tudo que você mais ama
E no prazo de um mês
Tudo que você já fez
É tanta coisa que eu não sei
Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você

E até saber de cor
No fim desse semestre
O que mais te apetece
O que te cai melhor
Enfim eu saberia
365 noites bastariam
Pra me explicar por que
Como isso foi acontecer
Não sei se eu saberia
Chegar até o final do dia sem você

Por que em tão pouco tempo
Faz tanto tempo que eu te queria

ALMANAQUE DO OSCAR - Parte 1


Oi voltei e resolvi fazer uma espécie de ALMANAQUE do Oscar onde relembro os grandes ganhadores e faço uma pequena sinopse dos filmes. Como 2008 e 2009 são claros e próximos começo com 2007 (a partir de agora na categoria melhor Filme)

OS INFILTRADOS (melhor filme e melhor diretor)


A polícia trava uma verdadeira guerra contra o crime organizado em Boston. Billy Costigan (Leonardo DiCaprio), um jovem policial, recebe a missão de se infiltrar na máfia, mais especificamente no grupo comandado por Frank Costello (Jack Nicholson). Aos poucos Billy conquista sua confiança, ao mesmo tempo em que Colin Sullivan (Matt Damon), um criminoso que foi infiltrado na polícia como informante de Costello, também ascende dentro da corporação. Tanto Billy quanto Colin sentem-se aflitos devido à vida dupla que levam, tendo a obrigação de sempre obter informações. Porém quando a máfia e a polícia descobrem que entre eles há um espião, a vida de ambos passa a correr perigo.




quinta-feira, 28 de maio de 2009

Como eu queria os Orgasmos Múltiplos.


Não tenho inveja da Menstruação

Gosto de Chico Buarque mas prefiro Caetano ele é versatil, alegre, contemporâneo.
Ouço suas poesias sujas e sensuais, e suas canções de amor com a mesma intensidade.

Ultimamente tenho ouvido bastante "Zii e Zie", mas a música que cito abaixo é do "Cê" uma verdadeira obra de um homem falando da mulher.


Homem
Caetano Veloso

não tenho inveja da maternidade
nem da lactação
não tenho inveja da adiposidade
nem da menstruação
só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplos
e dos orgasmos múltiplos
eu sou homem
pele solta sobre o músculo
eu sou homem
pêlo grosso no nariz
não tenho inveja da sagacidade
nem da intuição
não tenho inveja da fidelidade
nem da dissimulação
só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplos
e dos orgasmos múltiplos
eu sou homem
pele solta sobre o músculo
eu sou homem
pêlo grosso no nariz

sábado, 2 de maio de 2009

Um pouco de poesia

Ele não precisa de explicações, ele não precisa de apresentações, ele não precisa de detalhes, ele só precisa de sentimento.

Cuidado

A porta cerrada
não abras.
Pode ser que encontres
o que não buscavas
nem esperavas.

Na escuridão
pode ser que esbarres
no casal em pé
tentando se amar
apressadamente.

Pode ser que a vela
que trazes na mão
te revele, trêmula,
tua escrava nova,
teu dono-marido.

Descuidosa, a porta
apenas cerrada
pode te contar
conto que não queres
saber.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Nossa quantos letreiros. . .

“Os letreiros a te colorir / Embaraçam a minha visão / Eu te vi suspirar de aflição / E sair da sessão, frouxa de rir” (Chico Buarque – As Vitrines)

Como Brás Cubas, protagonista do clássico de Machado de Assis, Eulálio d'Assumpção, o de 'Leite derramado', quarto romance de Chico Buarque, revê a vida, a partir de seu fim. Não está morto, como o outro, e sim, moribundo. Mas conta suas memórias à maneira tateante dos personagens típicos do Bruxo. Buarquiano ou machadiano, o romance é dissecado por dois diferentes olhares neste 'Ideias'


Não dá para não ler.




sábado, 25 de abril de 2009

Vivendo a Cultura. . .



Escutando, Lendo e me deliciando com a nossa cultura nacional.
Ufa! Como é bom. . .




segunda-feira, 2 de março de 2009

Intimidade entre velhos conhecidos














Eu queria te falar de paz e amor, de filosofia / De cinema, de pintura, de música e de poesia / Eu queria te abraçar e te proteger de todo o mal / Reescrever a história e as notícias do jornal” (Roberto Frejat)

Confesso que não gosto muito do Barão Vermelho, mas adoro a figura do Frejat. Apesar de gostar bastante de rock o som do Barão nunca me atraiu, mas como sempre procuro uma nova sonoridade e estou disposto a ouvir novas canções ouvi o primeiro cd do Frejat em carreira solo “Amor pra recomeçar” e adorei, não só eu como muita gente que adora (Desejos, Homem não chora, Som e Fúria e tantas outras canções) mas o tempo se passou depois ele lançou “Entre nós dois e o resto do mundo” e agora “Intimidade entre estranhos” que mais uma vez reafirma seu talento quando compositor e músico.
Adoro ouvir a sua voz, pesar em suas letrar e curtir o seu som que vai da balada por até o rock. Claro que não se pode esperar um rock pesado ou muitas guitarras pois não estamos ouvindo os Stones e sim alguém que não pretende conquistar o mundo e sim fazer a sua música com qualidade e muitos ques de novidade. Sugiro uma simples audição do seu som e uma salva de palmas pra esse que se tornou um novo ídolo dessa MPB que falta alguns nomes masculinos.
Salve o Roberto que não é o Carlos mas é o Roberto Frejat

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O divã da Martha ou a moda Martha


"Eu sei que falei em prazer gratuito semanas atrás, e sei o que vc pensa a respeito: nada é gratuito. Mas, por enquanto não consigo contrariar essa forte impressão de que a conta não virá. Se eu sinto alguma culpa, não é pelo o que faço às escondidas, não é culpa por estar me dedicando a uma experiência socialmente reprovável : é culpa por não sentir culpa alguma. Por estar achando tudo condizente com meu grau de exigência em relação ao aproveitamento do meu tempo, condizente com a minha fome, que nunca foi de comida, mas de vivência, só que eu não tenho opção. Acho que é isso. Eu tinha opções, agora não tenho. Não consigo parar esse trem." (Martha Medeiros - Divã)

O livro relata a trajetória de uma mulher que a certa altura da vida sente a necessidade de "falar" sobre suas dúvidas, medos, sofrimentos. Por isso passa a fazer terapia. O terapeuta de nome Lopes, tem poucas participações no texto, pois quase em sua totalidade, ele é narrado por Mercedes.
Merecedes é uma mulher com mais de quarenta anos, casada e com três filhos homens. Ao longo do livro ela passa a rever várias coisas, a questionar seu terapeuta sobre algo que a está incomodando. Ela sempre fora inquieta, questionadora, batalhadora, nunca uma dondoca. É professora e pinta quadros nas horas vagas. Tem em uma amiga de longos anos, uma companhia feminina.
Durante todo livro Martha descreve uma trajetória de vida com questionamentos e soluções. Em meio um texto leve, alegre, descontraido e cheio de altos e baixos a narrativa nos prende até o fim em uma longa ansia de saber o que vai acontecer ou o que será o próximo conflito. Um livro pra ter na estante e para sublinhar algumas frases maravilhosas que podem ser usadas no nosso dia a dia. Palmas para Martha e para Marcedes que dessa vez acho que apesar de não conquistar um homems na sua história me conquistou.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Revolucionary Dream


















Nos anos 50, Frank e April formam um casal feliz. Eles sempre se consideraram especiais e prontos para levar uma vida seguindo deus ideais. Ao se mudarem para uma casa na Revolutionary Road ficam orgulhosos por declarar independência da inércia suburbana que os rodeava. Porém, logo percebem que estão se tornando aquilo que não queriam ser. Frank está em um trabalho que detesta, enquanto April é uma dona de casa infeliz. Decidida a mudar a situação, April propõe que comecem tudo de novo, deixando de lado o conforto da atual casa e recomeçando em Paris. Só que, para executar este plano, eles chegam aos seus extremos. Extremo psicológico, moral, e intelectual.
Apesar de não gostar da tradução, Foi apenas um sonho (Revolutionary Road, 2008), novo filme de Sam Mendes tenho que admitir que ao menos assistir você precisa. O roteiro é adaptado do romance de Richard Yates e tem diálogos ricos e tão verossímeis que fazem o espectador pensar em o que está fazendo de sua própria vida. São quase duas horas de DR. Talvez o filme chateie algumas pessoas. Inclusive acho que casais em crise não devam ver este filme. Mas o texto é preciso, fundamental, perfeito que alterna momentos de grande delicadeza com outros de uma crueldade de dar pena.
As atuações de Leonardo DiCaprio e Kate Winslet são ótimas. E Sam Mendez faz juz a sua imensa preocupação com a direção dos atores. E se mostra cada vez mais maduro.
Agora eles estão afiados como nunca. Como a história é sobre a relação desgastada de um casal, algo tão familiar a todo mundo, talvez o filme fosse chato se os atores não tivessem atuações acima da média. Confesso que ainda quero ver os outros filmes do Oscar, mas este está na média e merece todas as honras e todas as glórias. Palmas a Sam Mende.




sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Um dia seremos John Malcovich?

Para começar a fazer este texto tive realmente que separar e entender o que e diegético e extra-diegetico. Claro que ambos caminham juntos e em alguns, ou melhor, em vários momentos se confundem. Já que estamos falando em deigése, vamos defini-la para tornar melhor a compreensão e a analise do filme: “Quero ser John Malcovich”, dirigido por Spike Jonze e roteirizado por Charlie Kaufman, que também fizeram os brilhantes "Adaptação" e "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”. Mas voltando a definição. Diegético quer dizer: a historia e seus elementos fictícios, o conteúdo da historia. Já o extra-diegético: e aquilo que não está na história, que faz parte do seu contexto, mas não esta ligada diretamente.
Depois dessa pequena e quase sucinta explicação podemos chegar ao filme em si.
Fazendo uma pequena sinopse para recordar do que se trata a historia: Um homem (John Cusack) consegue um novo emprego no 7º e meio andar de um edifício comercial, onde todos os funcionários devem andar curvados. Lá encontra uma porta escondida, que leva quem ultrapassá-la até a mente do ator John Malkovich, onde pode permanecer durante 15 minutos, até ser cuspido numa estrada na saída de Nova Jersey.
Impressionado com a descoberta, este homem resolve alugar a passagem para outras pessoas, dentre elas o próprio John Malkovich.
Dentro desse contexto podemos falar dos fatores extra-diegetico fundamentais. O filme foi produzido no ano de 1999 nos EUA, tem duração de 112 minutos, foi distribuído pela USA Films / UIP, a produção e de Steve Golin, Vincent Landay, Sandy Stern e Michael Stipe, Música de Carter Burwell, Direção de Fotografia de Lance Acord, Direção de Arte de Peter Andrus, Figurino de Casey Storm e Efeitos Especiais de Makeup e Effects Laboratories Inc.
O titulo original é “Being John Malkovich” e além de falar das questões de produção e montagem falamos também da questão psicológica, do querer se tornar outra pessoa. Claro que tudo isso falando de uma forma muito simples e sem querer fazer analise do filme, pois o mesmo levanta tantas outras questões.
Agora falando dos fatores diegéticos. Citamos a historia em si. Um homem a procura de emprego, as marionetes; que representam todo o sentimento de Craig Schwartz, e suas aspirações. Claro que podemos falar do momento inicial em que o roteirista nos convida a fazer parte de um mundo imaginário quando Craig vai procurar emprego e encontra no andar sete e meio. A partir desse momento você esta diante de uma historia imaginaria. Podemos falar também da questão do casamento infeliz, onde a mulher cuidando de animais para suprir uma necessidade de amor. Uma fuga que tanto Craig quanto Lotte Schwartz vivem. Uma com seus animais e outro com suas marionetes.
Nesse filme o diretor e o roteirista trabalham muito bem o universo do dietético e do extra-diegetico. Onde esta inserido na historia o fator psíquico e o humor bizarro. O filme levanta inúmeras reflexões. Claro que você sai do cinema “vaijando” na possibilita de estar na mente de um astro de cinema nem que seja por 15 minutos. Alem de falar da questão da fama nos dias atuais. E como diz o critico de cinema Alexandre Lenzi: “quando você sai do cinema a única mente invadida será a sua”.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Troquem essa indicação do Oscar














Sensível, forte, perturbador e emocionante. Assim que eu descreveria o novo filme do Clint Estwood, “A Troca”. Depois de algumas grandes direções em sua carreira (Menina de ouro, Sobre meninos e lobos, Cartas de Iow Jima) e alguns oscars parece que ele não se intimidou em correr para conquistar mais um.
Depois de um tempo em que o cinema faz roteiros sem linearidades, com idas, voltas e sempre vem buscar algo inovador, Clint vai além e mantém a sua direção segura e linear. Mesmo assim consegue se destacar pela sua direção de atores e pela sua fotografia que busca a perfeição.
Clint que fez muito sucesso com os filmes de faroeste e que surgiu na direção junto com Scorcese e Copolla parece que continua na ativa e com todos os méritos, diferente de Copolla que parou de filmar ou Scorcese que faz sempre filmes sem linearidade. Claro que sem tirar o mérito de ambos.
“A Troca” embala um cinema dos anos 20 com muitos planos abertos e muita melâncolia em meio uma trama fabulosa que mesmo se não fosse baseada em fatos reais renderia um bom filme.
Apesar de Angelina ser bastante criticada acho que ela cumpre seu papel, mas não merece o Oscar. Pra mim quem merece o oscar ou todos os méritos é o Clint por fazer do cinema algo novo em uma narrativa supostamente antiga.

PS: Não esqueçam das palmas a John Maklcovich que mesmo sendo coadjuvante sempre será o velho John ou talvez algum de nós queira ser John Malcovich.