terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Inventando moda.





“A mídia é um dos maiores articuladores das tendências da moda, não só por meio da publicidade e propaganda, mas também pelas coberturas jornalísticas de grandes eventos esportivos e artísticos”. (Freitas, Ricardo 2005. Estética da Cultura Midiática).



Certa ocasião me peguei tentando imaginar como as tendências surgiam e de onde os estilistas tiravam as idéias para confeccionar uma coleção. Para buscar respostas a essas e outras tantas dúvidas comecei a observar às propagandas, lojas, programas de televisão e vários meios de comunicação.
Claro que para entender tudo isso tive que entender que moda não é só o que você usa. Moda é o consumo de objetos e idéias.
Mesmo com esse conceito as perguntas ainda surgiam: Onde buscar tendências? De onde vem o estilo?
Para começar a responder essas e outras perguntas cito dois exemplos: Primeiro podemos falar na novela de Gilberto Braga “Paraíso tropical” que estreou com pouco mais de duas semanas e já cria tendências. A personagem Bebel vivida por Camila Pitanga utiliza saias e shorts jeans. Se você sair à rua verá que cada um a sua maneira retira dos seus armários ou coloca em suas vitrines algumas peças do figurino da personagem. Assim como foi com Safira (Cláudia Raia) em Belíssima, e tantas outras. Já o segundo exemplo é de “O Diabo Veste Prada” onde o caminho percorrido é o oposto. No longa-metragem as personagens pegam as tendências das passarelas e dos sonhos de muitas mulheres e montam um figurino de milhões de dólares.
Cabe destacar que o mais importante do filme não é o milhão de dólares, mas sim a influencia que a moda cria. Andréa (a secretária de Miranda) utiliza roupas fora de moda, e para impressionar sua chefa passa a se vestir a altura de uma modelo. As roupas que sequer a impressionava passam a causar fascínio. E neste momento a secretária se adapta ao que veste, se tornando até um pouco mais mulher.
Mas moda de verdade é a sua atitude perante a sociedade. Criar tendências é observar, observar e observar.
Muitos estilistas captam idéias dos meios de comunicação de massa e transcrevem para suas peças de roupa.
A partir deste momento você veste alguma grife, com seu estilo pessoal, se encaixando em algum determinado grupo ou tribo e criando sua própria moda. Tudo de acordo com o que você consome em termos de cultura.
Os jeans e as camisetas são emblemas de uma noção de liberdade que se confirmou como uma referencia de moda na ultima década. É o que Baudrillard (Beaudrillard. Jean 1990 – La transparence du mal) chama de “transexual”. Um gênero que não precisa de sexo e sim de um toque especial para ser seu.
Então já que vivemos numa sociedade capitalista e que necessita do consumo. Os estilistas conseguem captar o que há de mais variado e transformar em roupa ou acessórios para a partir daí você inventar a sua moda.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Tomando proveito da doença.

“Voltei do segundo show pálida, trêmula, mas mantendo a pose no meu deslumbrante robe azul. Subi no elevador com uns africanos que se entreolhavam, tentando localizar de que tribo são as senhoras que andam de robe de veludo e havaianas, com uma braçada de flores na mão e olheiras que as fazem parecer um urso panda disfarçado de cantora – vestida e com a maquiagem borrada pela ex-mulher do Gerald Thomas. Eu tremia de frio, mas sorri, claro, pros africanos. Tomei um banho quentíssimo, durante longos minutos porque, pra mim, esta é a melhor hora dos shows e porque precisava me aquecer e não conseguia. Um urso panda certamente não se enganaria, mas eu, até então, não tinha me dado conta de que estava ardendo em febre e que um banho pelando não ajudaria muito, sabe que o QI das cantoras”...

Saga Lusa – o relato de uma viagem de Adriana Calcanhotto...









Adriana faz o relato dos dias e noites que passou acordada, doente e num estado próximo do delírio, devido a uma forte gripe e a uma mistura explosiva de medicamentos. A gripe chegou, e quando ela deu conta, a cama era o único remédio. Adriana agarrou-se à escrita para se manter lúcida.

O livro é um registo alucinante, sincero, aberto e desconcertante.
No meio do relato, o que mais impressiona é a capacidade de Adriana manter o bom humor e o espírito irônico. Este livro não dirigido a quem gosta de música mas sim a todos que passaram ou não por uma bed trip e querem saber como é ou se identificar.

Viva a Maré de escrita de Adriana. Uma Maresia de boas energias que precisamos sempre.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Eu ou Ela tinha que mudar.


Meu Amor Se Mudou pra Lua

Paula Toller / Nenung

Cai a tarde sobre os ombros
Da montanha onde me largo
O dia não foi!
A noite o que será?
Meus cabelos pela grama
E eu sem nem querer saber
Por onde começo
E onde vou parar?

Na imensidão da manhã
Meu Amor Se Mudou Pra Lua
Eu quis te ter como sou
Mas nem por isso ser sua...
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Depois de algum tempo sem ouvir Kid Abelha porque achei que ficou chato e já passou do tempo, e com todos os preconceitos com a Paula Toller, pois, afinal há algum tempo eu entrevistei ela e percebi o quanto ela é antipática e arrogante, o que me fez perder a admiração. Mas como com relação a música sei separar o criador e a criatura ouvi uma música do cd Sonos da Paula e me encantei com a voz, com a maturidade e com a vitalidade que ela encontra em um cd maduro e completo cheio de surpresas e bom de ouvir. Se Paula na vida real não é apaixonante ou audível o seu cd é e a faz uma cantora intensa.

Palmas à música e ao criador.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Circuladô



http://circuladodefulo.blogspot.com

A volta de uma era.



Assisti “The Girlie Show” há 15 anos e gostei muito, gostava muito de Madonna. Com o tempo fui deixando de gostar muito, mas resolvi e fui ver o show que mais uma vez me emocionou e mostrou que a “Era” está ainda vivendo e por mais que acabe durou muito e ficou e está presente com a luta do feminismo, a insersção da cultura do vídeo clipe e a mega show.
Como Giovanni Bianco declarou à publicação da Vogue: "Madonna é a mulher para quem eu mais disse eu te amo. E continuo falando sempre, na maior naturalidade. Esse é o mínimo que se pode dizer quando você conhece seu ídolo e descobre que ele é, de fato, o máximo". Digo que amo a trabalho dela e amei efetivamente o show.

Palmas . . .

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

É tempo de se emocionar . . .


O prazer de ouvir uma boa música é fundamental para mim, inclusive me vaz viver, me faz me sentir e me emocionar. Quando ouvi o cd novo do Zé Renato me emocionei demais com a canção, a melodia, a voz e o contexto. Lembro de ter sentido isso só uma única vez, que foi quando comprei o CD Maricotinha - Ao vivo da Maria Bethânia e com uma grande amiga fomos para praia ouvir uma música na Praia e os olhos se encheram de lágrimas, a emoção tomou conta de nós e de todo aquele mar que se tornou coadjuvante em meio aquela voz.
Confesso que quando ouvi o cd novo do Zé Renato me remeteu à essa época, situação e emoção. Dois momentos destintos que dentro da minha cabeça e do meu ser se tornaram únicos e inesquecíveis.
Talvez para sentir isso é necessário ouvir o cd ou ter alguém que realmente se emocione, então convido todos a boa música.



Zé Renato – É tempo de amar