domingo, 5 de dezembro de 2010
Balada De Gisberta
Hoje podes chamar-me de tu,
Dancei em palácios,
Hoje danço na rua.
Vesti-me de sonhos,
Hoje visto as bermas da estrada,
De que serve voltar
Quando se volta p’ró nada.
Eu não sei se um Anjo me chama,
Eu não sei dos mil homens na cama
E o céu não pode esperar.
Eu não sei se a noite me leva,
Eu não ouço o meu grito na treva,
E o fim vem-me buscar.
Sambei na avenida,
No escuro fui porta-estandarte,
Apagaram-se as luzes,
É o futuro que parte.
Escrevi o desejo,
Corações que já esqueci,
Com sedas matei
E com ferros morri.
Eu não sei se um Anjo me chama,
Eu não sei dos mil homens na cama
E o céu não pode esperar.
Eu não sei se a noite me leva,
Eu não ouço o meu grito na treva,
E o fim vem-me buscar.
Trouxe pouco,
Levo menos,
E a distância até ao fundo é tão pequena,
No fundo, é tão pequena,
A queda.
E o amor é tão longe,
O amor é tão longe…
(…)E a dor é tão perto.
Balada De Gisberta
Pedro Abrunhosa
sábado, 25 de setembro de 2010
Um pré-amor

“Socorro nao estou sentindo nada nem medo nem calor nem fogo nao vai dar mas pra chorar nem pra rir”. (Arnaldo Antunes)
Em uma dessas noites escuras e até um tanto quanto escusas eu me peguei não desejando e querendo ninguém. Mas por incrível que pareça foi nesse dia que aparece esse alguém muito ao acaso e me levou pra cama pros braços e pelos braços ate um orgasmo sem explicação.
E o que parecia ser uma simples noite de prazer foi se tornando um envolvimento e um sentimento que até hoje não consegui explicar. Foram dois meses de muito mais do que sexo, de muito mais do que tudo que eu imaginei. Foram dois meses de certa entrega.
Muitas descobertas para mim e para o meu corpo. Muitas descobertas no meu sexo e no meu orgasmo. Muitas descobertas no meu sentimento e no meu estado se espírito.
Como nada podia ser e era pra ser. Esse outro alguém esse dono dos cabelos ao vento tinha outro alguém. E foi assim que esse certo alguém despertou o sentimento e como o próprio Lulu Santos disse: eu não resisti e me entreguei e parece que ele fez o mesmo.
Gostei do beijo, do sexo, do gosto, do orgasmo, do tudo que aconteceu nesse tão pouco dos poucos tempos. No mesmo tempo que foi um momento de felicidade foi um momento de duvida, pois ele ficava entre a cruz e a espada e parecia, ou melhor, ao que tudo se explicava a corda arrebentava para o lado da espada.
Os dias se passaram e o rosto, o olhar, os choros foram intensos, mesmo com algumas brigas era impossível não reencontrá-lo. Quando resolvemos ficar separados veio à febre, a dor e imediatamente juntos estávamos novamente. O sexo foi intenso e bom, mas o companheirismo e a cumplicidade foram ainda melhor. Tudo sem explicação.
Parecia até um ensaio para o amor que não viria. Realmente o amor não veio, não começou e não teve prosseguimento. Mas o que é meu esta guardado e dessa vez acho que a sete chaves. Por favor, alguém me de o molho de chaves que não sei se vou suportar.
O nosso pré-amor, o nosso ensaio para o amor, o nosso trailer antes do filme estrear não teve desenlace, nem sequer desfecho. simplesmente foi um tempo que fomos felizes e que mais uma vez me fez amadurecer.
Mas ate quando irei sofrer e chorar e amadurecer e quantos esssssssss?
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Cabelos ao vento

Hoje eu me dispeço mas não em pedaços. Já estive e permaneci por algum tempo aos cacos. Quantos versos escritos e rasgados.
Quero encontrar o meu eu, o meu ser, o meu futuro, presente e quem sabe eterno amor. Por favor, não me deixe sofrer. Mas se eu sofrer por amor ao menos eu vivi e despi-me do preconceito e da solidão.
Os cabelos que me tocaram durante o momento de prazer e de intenso suor me encantaram e me fizeram repensar na vida, no momento e na vontade de dividir o sol das noites inclaro.
Não sei descrever ou explicar os sentimentos que estão em mim. Estou feliz com o que acontece e com o momento de libertação e de auto-estima que me fizeram e me fazem melhor. Talvez os seus cabelos, a sua pele ou até mesmo o seu casaco me fizeram olhar para alguém com vontade e desejo.
Um dia irei encontrar o meu paradeiro. Diferentes da Calcanhotto já não tenho uma pele, uma casca protetora. Só penso em divertir o meu ego e o meu ser mais profundo.
Agora presto atenção nos automóveis, nas ruas, e canto não sei para quem, mas canto e espanto o meu, o seu e o nosso torpor.
Se um dia eu procurar pelo amor desesperado, me faça acordar, pois não se procura por um amor, apenas se deixa que ele aconteça.
Quero uma vida pra viver. Me apaixono pelo dia e pelas horas.
Acho que a partir de hoje olho para os cabelos ao vento com vontade e desejo. Observo o pente, o cheiro e o brilho.
Brilhe comigo então. Quem? Ainda não sei, só digo que quero brilhar.
domingo, 11 de julho de 2010
Sem açúcar, mas com sabor.

Hoje ainda te sinto dentro do meu peito, mas não com aquele ardor. Peguei-me olhando para alguém com um suspiro. Olhei esse outro alguém com vontade, com desejo. Me senti e me sinto adolescente novamente. Não sei se serei correspondido. O que importa é que depois de você eu agora estou encontrando a vida e o amor, ou o desejo de ser feliz e completo novamente.
Digo para mim mesmo todos os dias para não ter medo. Medo de me envolver, de me dilacerar por amor. Já o fiz por você e em nenhum momento tive uma resposta. O seu lugar está e estará guardado dentro do peito, mas de uma nova forma, com fraternidade e respeito.
Hoje me jogo aos braços de uma nova vontade, de um novo desejo, de uma nova vontade de flutuar. Sei que terei ajuda na hora da travessia. Hoje sei que sou a abelha rainha dos meus sentimentos, ou ao menos acho e espero que seja.
Pela primeira vez sonhei, idealizei, imaginei uma nova vida. Um novo desejo. Um desejo incompreendido, inédito e até certo ponto correspondido.
Hoje me sinto bandoleiro, proscrito, totalmente fora da lei. Só sei que eu quero, quero e quero ser absolutamente feliz e amado. Espero ser desvirginado, rasgado e dilacerado por esse sentimento que sempre tomou conta de mim e que eu entregue a você. Pensei que estava todo ele com você. Hoje descobri que esse sentimento voltou em mim, e pode crescer e se tornar pleno e completo.
Viro a pagina da sua historia e deixo as páginas do meu diário abertos com uma caneta vermelha aposta para escrever o novo conto da minha vida. Porque a caneta vermelha? Pois é a cor da paixão, do tesão, da vida. E é a cor que eu mais gosto.
Agora preciso ir. O meu café está pronto. Ele sempre vem sem açúcar, mas tem o sabor da vida que se abre pela frente.
sábado, 10 de julho de 2010
Completamente estarrecido . . .

A paixão da sua vida - Marina Colassanti
Amava a morte. Mas não era correspondido. Tomou veneno. Atirou-se de pontes. Aspirou gás. Sempre ela o rejeitava, recusando-lhe o abraço. Quando finalmente desistiu da paixão entregando-se a vida, a morte, enunciada, estourou-lhe o coração.
A paixão pela vida. - Well / A Cultura de Marte
Apaixono-me a cada dia pelo amanhecer, pelas profusões de caras e cabelos que o tempo faz cruzar o meu caminho. A fotografia ainda não desbotou, mas acho que os meus sentimentos por você estão começando a ficar amarelados.
Por você os sonhos estão sendo desatados, os desejos, o gosto do beijo que não aconteceu e ainda digo que talvez não queira os seus beijos nunca mais.
Estou no momento mais feliz da minha vida. Realizado, completo, vivo e você não faz parte desse momento. Já não me lembro de você com tanta freqüência e não te encaixo mais nos meus planos como encaixava mesmo quando você já estava ausente.
Acho que agora quero a sorte de um amor tranqüilo. Ainda quero matar a minha sede na saliva como diria o poeta Cazuza. A minha poesia esta mais forte e rasgada. Ela fala de ser, de estar de permanece. Ela, a poesia não quer mais falar do amor desprezado, não correspondido e do sexo não feito.
De todas as maneiras que há de amar eu quero todas em uma só. Aquela que não seja confusa, aquela que me compreenda e que me aceite. Seja ela no verão ou nos dias sem tempo.
Agora eu quero ser possuído por você, pelo seu corpo, pela sua proteção. Mas esse você citado já pode ser você e pode ser o outro você. Quero o desejo de uma boca e não mais só da sua.
Não domino mais o meu coração. Já não quero mais um sentimento escravizado e dilacerado. Aprendi a ser feliz e a partir de agora quero permanecer, nem que seja na sua ausência.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Saudades
Uma manhã
Uma maçã, um banco de espera, uma musica no iPod e algumas idéias na cabeça. Não consegui terminar de comer a maçã, mas faltou bem pouco. A música está no repeat. Até gosto da letra, mas a melodia me hipnotiza. Estou sem vontades e sem desejos. Adoro ouvir musica e ler, mas os livros
se afastaram de mim. Não tenho conseguido passar do prefacio ou virar as páginas, as vezes me pego fazendo comparações de outras épocas e o resultado é óbvio, preciso e real. Estou velho ou seria amadurecido? A crise dos 30 ainda não chegou, mas a minha cabeça ferve a cada minuto, segundo, instante. Sempre fui assim. Me atiço ainda com as pessoas com a juventude, com a vontade de crescer. Quero ser dono do meu nariz, da minha alma e dos meus pensamentos.
Escrevo sem motivo, só pela vontade, pelo desejo, pelo apreço de tornar publico e universal meus pensamentos. O individual é sempre mais publico que os segredos. Talvez alguém se identifique com essas palavras. Quero que leiam, reflitam ou rasguem o papel, feche a página do computador. Não importa! No meu papel a minha função foi cumprida. Escrevi me tornei melhor, nem que seja por esse instante. Tente também.
Sinal de adeus
Vai dizer que o nosso amor perdeu o prumo,
Desaguou num rio seco e morreu
Vai tentar fazer comparações com outras relações do teu
Passado, árduo fardo que carrego eu
Vai buscar-me convencer que nada
Pode alterar o rumo dessa estrada
Vai alegar que já fizemos tudo, tudo já foi dito e
Revisto niente muda o fato, acabou
Pega as suas coisas, desarruma as minhas, dá um
Jeito nos cabelos, lava o rosto, num sinal de adeus
Mas nas últimas palavras beija a minha boca
Desesperada agarro sua roupa
Meu amor não vai me convencer que já não me quer
Olha nos meus olhos sou tua mulher
Vem me faz sentir como ninguém mais pôde conseguir
Seu lugar é aqui.
Vai alegar que já fizemos tudo, tudo já foi dito e
Revisto niente muda o fato, acabou
Pega as suas coisas, desarruma as minhas, dá um
Jeito nos cabelos, lava o rosto, num sinal de adeus
Mas nas últimas palavras beija a minha boca
Desesperada agarro sua roupa
Meu amor não vai me convencer que já não me quer
Olha nos meus olhos sou tua mulher
Vem me faz sentir como ninguém mais pôde conseguir
Meu amor não vai me convencer que já não me quer
Olha nos meus olhos sou tua mulher
Vem me faz sentir como ninguém mais pôde conseguir
Seu lugar é aqui
Aqui
Isabella Taviani
terça-feira, 16 de março de 2010
O ultimo suspiro

Um café doce e quente. Uma camisa velha que me lembra a infância. Muitos sonhos derramados no chão da cozinha. Eu estava inquieto. Estava com o pensamento solitário e vazio. A noite anterior havia sido ótima. De companheirismo, de verdades e realizações. Nossa como me esforcei para ser gentil. Para ter.
Aquela manhã não sai da minha cabeça. As palavras que foram proferidas me machucaram, me feriram, me dilaceraram os sentimentos intactos até tal ponto.
Como sonhos e desejos são jogados pelo vento a um lugar inalcançável?
Não consigo mais descrever aquela manhã, só consigo me recordar do beijo negado e do abraço de adeus, do abraço de incerteza, do abraço que desejava ficar.
Não consigo chorar agora. Como tive medo de escrever esse texto. Como pensei que seria difícil. Mas as palavras saem talvez pelo perdão dado nos corações. Talvez por esse que se tornou o nosso melhor companheiro e que se chama tempo.
O ultimo suspiro ainda esta por vir. Esta pra chegar, para culminar. Quando? Não sei responder. Não quero pensar, especular. A aproximação e tênue, porem inquieta. O desconforto é mutuo e a necessidade é impensada, e ao mesmo tempo desmedida e comedida.
Sejamos o que quisermos ser. Tempo venha logo. Se és meu companheiro pode me escutar.
domingo, 14 de março de 2010
O Livro do banheiro.

A água leva a espuma do shampoo, do sabonete e leva também um pouco de você. Ao mesmo tempo em que ela refaz, ela leva o que você tem de melhor e de pior e ainda leva o que não sabemos ou não queremos.
O banheiro é o seu momento de solidão ou seria de redenção? É lá onde somos nós mesmos. Onde nos depilamos, fazemos a barba e onde deixamos o nosso ser sujo, feio. O nosso eu que nem admitimos que fosse eu. É onde somos e deixamos a nossa parte ruim.
Agora tem um, porém. Quando abrimos a porta. É de lá onde aparece o nosso novo ser, o nosso novo eu. É de lá que deixamos a nossa abóbora e trazemos a nossa carruagem.
As brincadeiras sobre o banheiro são as mais engraçadas e as mais constrangedoras, mas são as mais reais. Reais os sentimentos, as vontades, os belos e os feios. Mas será real o que nos tornamos? Ou será que nos passamos por quem não somos?
Acho que essas frases são todas uma grande mentira. Será que é escuso e sujo é esse texto? Não sei, nem sei por que o escrevi.
A única certeza que tenho é que as minhas idéias não saem desse livro que é o banheiro. E se não é de lá, de onde elas saem? Acho que nem eu que escrevi o texto quero admitir.
O que preciso e estou sendo forcado a admitir é que essas palavras são minhas. Ou serão do banheiro?
sábado, 13 de março de 2010
Simplesmente é.

Ser gay é ter amor pelos detalhes, pelos gestos, pelas palavras.
Ser gay é falar de sexo sem pudores.
Ser gay é ser o melhor amigo da mulher. É chegar aonde os homens desejam chegar.
Ser gay é falar alto e grita com vontade. É chorar sem se importar com a crítica. É ser forte quando nem se pode ser.
Ser gay é se importar com os detalhes, com as cores e com tudo que passa despercebida.
Ser gay é usar sapatos coloridos. É se revelar nas roupas, no gosto, no sabor do gesto.
Ser gay é gostar de pessoas, é fazê-las rir. É ter senso de humor e fazer da vida, dos dias, das horas sempre um grande momento de prazer e felicidade.
Ser gay é ser e simplesmente ser o que tem de ser.
Ser gay ou compreendê-los e só quem os tem como amigos, como confidentes, como irmãos. Só esses podem tentar pensar como eles.
Ser gay não tem explicação, simplesmente se é.
Se você for um deles entenderá o texto, o contexto, o desfecho.
PALAVRAS BASEADAS NO TEXTO DO JORNALISTA E APRESENTADOR PEDRO BIAL SER GAY.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Luxúria

Roubei esse título de uma musica que ouvi no iphone. Pareceu-me um tanto quanto sugestiva, criativa, deliberada. Preciso ser recatado ou escancarado?
Quando ouço ou vejo algo ou alguém na rua a minha imaginação é ardente. A minha vontade e o desejo são irreais, porém os pensamentos são pungentes.
“Dobro os joelhos quando você me pega, me amassa, me quebra, me usa demais...” essa frase da Isabella Tavianni me deu asas ao desejo, à vontade, a falta de vergonha. Passei a encarnar o meu ser sem pudores.
Quero cometer todos os pecados capitais, quero ser o louco possuído pelo desejo, pela libido, pela falta de censura.
Não me cobro nada, a única coisa que me interessa é a potência, o calibre que dilacera a minha virgindade, o meu sexo, a minha falta de vontade. O meu estupro.
Quero respirar fundo. Quero ser incompreendido por cada um que passe. Não quero ter pudor. Quero o ser humano, o homem, a mulher que existe dentro de você e do seu genital. Quero o líquido viscoso que sai das suas entranhas. Quero me sentir roçar a língua na língua de Luiz de Camões como diria Caetano. Mas nesse caso, quero roçar no sentido literal da palavra. Posso preferir comer Caetano como diria Adriana Calcanhotto: “Quero devorá-lo, degluti-lo, mastigá-lo”.
Não sei se suporto terminar essas tão sórdidas linhas. O prazer e o desejo estão tomando conta de mim. Talvez eu vá, mas terei que voltar para continuar, para terminar de expurgar essas tão sujas e ao mesmo tempo desejadas palavras.
Quero escrever o que você tem vontade, mas se envergonha. Talvez eu não assine esse texto. Não sei como me enxergarão depois de todas essas frases.Não posso escrever sozinho. Quero alguém que me toque que me possua que me tenha.
_Não me venha tolir, assassinar a língua, a saliva, o olfato.
As entrelinhas exalam o cheiro e o gosto dilacerado de um sexo ainda não completo. Os gemidos são freqüentes e relevantes. Preciso ainda terminar, mas não consigo. Pausa agora, o orgasmo esta vindo. Onde esta o meu cigarro?

domingo, 7 de março de 2010
Para um cão.
Porque dizem que os gatos são traiçoeiros? Será que quem disse isso um dia já teve um gato?
_Sou apaixonado por gatos. Decidi que precisava de companhia e do amor sincero de algo.
Todos sempre disseram que o cão é o melhor amigo do homem. Mas eu escolhi um gato.
Sequer sabia o que era ter um. Só sabia que queria, que precisava que desejava. E pronto eu tenho um, ou melhor, uma.mPra que um? Também não sei explicar.
Ela esta ao meu lado e parece que o seu olhar de confiança, afeto e segurança me roubou o pensamento, as palavras. Sinto-me amado, desejado. Sei que tem algo a minha espera quando chego a casa. Algo que não é infiel, que não quer nada, que só precisa de carinho.
Na verdade quem precisa de carinho sou eu. E o tenho. Quando chego e ouço um miado, quando estou a trabalhar e tenho ela ao meu lado. Quando ela brinca com os fios da casa. Quando dorme no meu peito, ou quando me rouba o travesseiro em plena madrugada.
Amo gatos, pois são calmos. Amo porque são verdadeiros, porque só falam quando querem, quando gostam. Amo, pois estão ao meu lado. Amo e só os ama quem tem. Até os cachorros da casa querem ela por perto.
Esta é uma quase prosa que será entendida por poucos. Será entendida por quem os têm quem os ama, quem os quer bem. Quem os quer por perto e bem perto. Tão perto que não precisará das palavras e sim dos miados.
quarta-feira, 3 de março de 2010
A noite é dos gatos.
Ao mesmo tempo em que o ardor do sexo, do desejo contido. Quero a ternura que toma conta de mim. Quero a calma, a paz e o desejo não realizado, mas que ainda esta por vir.
Esse é um texto novo. Estou escrevendo, pois esta faltando luz aqui. A música toca no laptop ainda com um pouco de bateria. Os gatos estão felizes, pois à noite e deles e sem a luz nada nem ninguém ira incomodá-los.
Quanto a mim. Me sobra tempo para pensar mais e mais. Sem a televisão e sem os afazeres as idéias parecem fluir e influírem no meu ser, no meu pensamento, na minha alma.
Me perdi no texto. Tomo um gole de água. Tento retomar. Não quero parar de escrever. Quero nesse texto encontrar uma razão para ser, para viver, para me entreter.
A cada dia que passa parece que a luz se aproxima e a vontade de reencontrar você parece ser maior e mais concreta. Duvido da minha mente dos meus sentidos e da minha vontade.
Para conseguir parar de duvidar. Escrevo e encontro você nas palavras, nas músicas, nas fotos não tiradas e no desejo solitário.
Apesar da luz não ter chegado, preciso ir. Preciso retomar os meus pensamentos e prestar atenção nos gatos. Eles estão fazendo a noite mais bela. Acho que com a falta da luz consigo enxergar o céu mais claro, ou seria a minha visão? Não sei responder. Terei que perguntar aos gatos.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Melhor do que escrever seria?

Sempre achei o meu texto confuso. Também acho que confusos são os meus sentimentos ou o meu estado de espírito. Quando escrevo quero colocar todas as idéias, vidas e verdades ou supostas realidades de uma só vez nas teclas do meu computador.
Quando escrevo, me livro do meu ser mais duro, amargo e inquieto. Escrever é como chorar. Você lava a alma, lava o seu pensamento.
_Parece que vou perder as palavras ao mesmo tempo em que elas fluem. Escrever é um ato um tanto quanto desordenado, que destruo o sentido das palavras quando crio o contexto.
Tento ser poético quando é para ser prosaico. E quando quero ser literário perco o foco.
Acho que esse texto chegou ao fim. Sem pretensão, sem intenção era só uma forma de passar o tempo e. Acho que preciso usar as reticências. As idéias ficarão para os próximos textos.
