
"Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada!”(Sigmund Freud)
Acordei! Nossa que sono! _ Me espreguicei e fui direto para o banheiro. Lavei o rosto e sequer me olhei no espelho.
Acho que quase nunca me olho no espelho. Parei mais um instante e com os olhos fixos olhei e olhei e vi algo ou alguém com o rosto ainda úmido pela água. Era uma pessoa que não conheço ou não conhecia.
A vida intera tentei me esconder e não ser visto por mim mesmo. Os adjetivos que me cercavam ou cercaram a minha mente; sempre foram um tanto quanto pejorativos ou reais, mas muitas das vezes imaginários.
Criei-me um ser sem face, sem gosto e sem cor. Mas isso já passou o amor me fez forte e seguro. Torno-me um Narciso pela metade.
Nunca fui um Narciso, mas com o passar do tempo e da idade acho que ele se aproximou de mim e me faz a cabeça em alguns momentos. Estou me olhando no espelho e tentando me conhecer ou reconhecer.
Confesso que ainda não consigo olhar todas as faces do espelho, mas com certeza o que vejo hoje é algo um tanto quanto convencido, belo em alguns momentos, mas com um que de insegurança. Aprendi a passar pela rua e enxergar os olhares que se desviaram para mim.
Nossa não consigo me definir ao espelho, não consigo lembrar como me via e o que via. Estou tão confuso. Esse texto me deu forças, porém me retirou algo. Que dor de cabeça, que vontade de correr. Será que ainda não quero ou consigo enfrentar o espelho.
O meu psíquico foi abalado, mas o meu sentimento e o meu ser foram renovados. Quero um espelho agora. Tragam-me! Talvez eu o quebre, mas me tragam de qualquer forma eu quero ter, possuir ou me cortar com ele.

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