sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Um dia seremos John Malcovich?

Para começar a fazer este texto tive realmente que separar e entender o que e diegético e extra-diegetico. Claro que ambos caminham juntos e em alguns, ou melhor, em vários momentos se confundem. Já que estamos falando em deigése, vamos defini-la para tornar melhor a compreensão e a analise do filme: “Quero ser John Malcovich”, dirigido por Spike Jonze e roteirizado por Charlie Kaufman, que também fizeram os brilhantes "Adaptação" e "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”. Mas voltando a definição. Diegético quer dizer: a historia e seus elementos fictícios, o conteúdo da historia. Já o extra-diegético: e aquilo que não está na história, que faz parte do seu contexto, mas não esta ligada diretamente.
Depois dessa pequena e quase sucinta explicação podemos chegar ao filme em si.
Fazendo uma pequena sinopse para recordar do que se trata a historia: Um homem (John Cusack) consegue um novo emprego no 7º e meio andar de um edifício comercial, onde todos os funcionários devem andar curvados. Lá encontra uma porta escondida, que leva quem ultrapassá-la até a mente do ator John Malkovich, onde pode permanecer durante 15 minutos, até ser cuspido numa estrada na saída de Nova Jersey.
Impressionado com a descoberta, este homem resolve alugar a passagem para outras pessoas, dentre elas o próprio John Malkovich.
Dentro desse contexto podemos falar dos fatores extra-diegetico fundamentais. O filme foi produzido no ano de 1999 nos EUA, tem duração de 112 minutos, foi distribuído pela USA Films / UIP, a produção e de Steve Golin, Vincent Landay, Sandy Stern e Michael Stipe, Música de Carter Burwell, Direção de Fotografia de Lance Acord, Direção de Arte de Peter Andrus, Figurino de Casey Storm e Efeitos Especiais de Makeup e Effects Laboratories Inc.
O titulo original é “Being John Malkovich” e além de falar das questões de produção e montagem falamos também da questão psicológica, do querer se tornar outra pessoa. Claro que tudo isso falando de uma forma muito simples e sem querer fazer analise do filme, pois o mesmo levanta tantas outras questões.
Agora falando dos fatores diegéticos. Citamos a historia em si. Um homem a procura de emprego, as marionetes; que representam todo o sentimento de Craig Schwartz, e suas aspirações. Claro que podemos falar do momento inicial em que o roteirista nos convida a fazer parte de um mundo imaginário quando Craig vai procurar emprego e encontra no andar sete e meio. A partir desse momento você esta diante de uma historia imaginaria. Podemos falar também da questão do casamento infeliz, onde a mulher cuidando de animais para suprir uma necessidade de amor. Uma fuga que tanto Craig quanto Lotte Schwartz vivem. Uma com seus animais e outro com suas marionetes.
Nesse filme o diretor e o roteirista trabalham muito bem o universo do dietético e do extra-diegetico. Onde esta inserido na historia o fator psíquico e o humor bizarro. O filme levanta inúmeras reflexões. Claro que você sai do cinema “vaijando” na possibilita de estar na mente de um astro de cinema nem que seja por 15 minutos. Alem de falar da questão da fama nos dias atuais. E como diz o critico de cinema Alexandre Lenzi: “quando você sai do cinema a única mente invadida será a sua”.


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