quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Revolucionary Dream


















Nos anos 50, Frank e April formam um casal feliz. Eles sempre se consideraram especiais e prontos para levar uma vida seguindo deus ideais. Ao se mudarem para uma casa na Revolutionary Road ficam orgulhosos por declarar independência da inércia suburbana que os rodeava. Porém, logo percebem que estão se tornando aquilo que não queriam ser. Frank está em um trabalho que detesta, enquanto April é uma dona de casa infeliz. Decidida a mudar a situação, April propõe que comecem tudo de novo, deixando de lado o conforto da atual casa e recomeçando em Paris. Só que, para executar este plano, eles chegam aos seus extremos. Extremo psicológico, moral, e intelectual.
Apesar de não gostar da tradução, Foi apenas um sonho (Revolutionary Road, 2008), novo filme de Sam Mendes tenho que admitir que ao menos assistir você precisa. O roteiro é adaptado do romance de Richard Yates e tem diálogos ricos e tão verossímeis que fazem o espectador pensar em o que está fazendo de sua própria vida. São quase duas horas de DR. Talvez o filme chateie algumas pessoas. Inclusive acho que casais em crise não devam ver este filme. Mas o texto é preciso, fundamental, perfeito que alterna momentos de grande delicadeza com outros de uma crueldade de dar pena.
As atuações de Leonardo DiCaprio e Kate Winslet são ótimas. E Sam Mendez faz juz a sua imensa preocupação com a direção dos atores. E se mostra cada vez mais maduro.
Agora eles estão afiados como nunca. Como a história é sobre a relação desgastada de um casal, algo tão familiar a todo mundo, talvez o filme fosse chato se os atores não tivessem atuações acima da média. Confesso que ainda quero ver os outros filmes do Oscar, mas este está na média e merece todas as honras e todas as glórias. Palmas a Sam Mende.




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