segunda-feira, 19 de julho de 2010

Cabelos ao vento




“Ando por aí querendo te encontrar, em cada esquina paro em cada olhar. Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar . . .” (Marisa Monte / Moraes Moreira)


Hoje eu me dispeço mas não em pedaços. Já estive e permaneci por algum tempo aos cacos. Quantos versos escritos e rasgados.
Quero encontrar o meu eu, o meu ser, o meu futuro, presente e quem sabe eterno amor. Por favor, não me deixe sofrer. Mas se eu sofrer por amor ao menos eu vivi e despi-me do preconceito e da solidão.
Os cabelos que me tocaram durante o momento de prazer e de intenso suor me encantaram e me fizeram repensar na vida, no momento e na vontade de dividir o sol das noites inclaro.
Não sei descrever ou explicar os sentimentos que estão em mim. Estou feliz com o que acontece e com o momento de libertação e de auto-estima que me fizeram e me fazem melhor. Talvez os seus cabelos, a sua pele ou até mesmo o seu casaco me fizeram olhar para alguém com vontade e desejo.
Um dia irei encontrar o meu paradeiro. Diferentes da Calcanhotto já não tenho uma pele, uma casca protetora. Só penso em divertir o meu ego e o meu ser mais profundo.
Agora presto atenção nos automóveis, nas ruas, e canto não sei para quem, mas canto e espanto o meu, o seu e o nosso torpor.
Se um dia eu procurar pelo amor desesperado, me faça acordar, pois não se procura por um amor, apenas se deixa que ele aconteça.
Quero uma vida pra viver. Me apaixono pelo dia e pelas horas.
Acho que a partir de hoje olho para os cabelos ao vento com vontade e desejo. Observo o pente, o cheiro e o brilho.
Brilhe comigo então. Quem? Ainda não sei, só digo que quero brilhar.

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