sábado, 10 de julho de 2010

Completamente estarrecido . . .



Texto inspirado no Poema da Marina Colassanti (livro: Contos de Amor Rasgado)

A paixão da sua vida - Marina Colassanti

Amava a morte. Mas não era correspondido. Tomou veneno. Atirou-se de pontes. Aspirou gás. Sempre ela o rejeitava, recusando-lhe o abraço. Quando finalmente desistiu da paixão entregando-se a vida, a morte, enunciada, estourou-lhe o coração.

A paixão pela vida. - Well / A Cultura de Marte

Apaixono-me a cada dia pelo amanhecer, pelas profusões de caras e cabelos que o tempo faz cruzar o meu caminho. A fotografia ainda não desbotou, mas acho que os meus sentimentos por você estão começando a ficar amarelados.
Por você os sonhos estão sendo desatados, os desejos, o gosto do beijo que não aconteceu e ainda digo que talvez não queira os seus beijos nunca mais.
Estou no momento mais feliz da minha vida. Realizado, completo, vivo e você não faz parte desse momento. Já não me lembro de você com tanta freqüência e não te encaixo mais nos meus planos como encaixava mesmo quando você já estava ausente.
Acho que agora quero a sorte de um amor tranqüilo. Ainda quero matar a minha sede na saliva como diria o poeta Cazuza. A minha poesia esta mais forte e rasgada. Ela fala de ser, de estar de permanece. Ela, a poesia não quer mais falar do amor desprezado, não correspondido e do sexo não feito.
De todas as maneiras que há de amar eu quero todas em uma só. Aquela que não seja confusa, aquela que me compreenda e que me aceite. Seja ela no verão ou nos dias sem tempo.
Agora eu quero ser possuído por você, pelo seu corpo, pela sua proteção. Mas esse você citado já pode ser você e pode ser o outro você. Quero o desejo de uma boca e não mais só da sua.
Não domino mais o meu coração. Já não quero mais um sentimento escravizado e dilacerado. Aprendi a ser feliz e a partir de agora quero permanecer, nem que seja na sua ausência.


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