quarta-feira, 17 de março de 2010

Uma manhã



















Uma maçã, um banco de espera, uma musica no iPod e algumas idéias na cabeça. Não consegui terminar de comer a maçã, mas faltou bem pouco. A música está no repeat. Até gosto da letra, mas a melodia me hipnotiza. Estou sem vontades e sem desejos. Adoro ouvir musica e ler, mas os livros
se afastaram de mim. Não tenho conseguido passar do prefacio ou virar as páginas, as vezes me pego fazendo comparações de outras épocas e o resultado é óbvio, preciso e real. Estou velho ou seria amadurecido? A crise dos 30 ainda não chegou, mas a minha cabeça ferve a cada minuto, segundo, instante. Sempre fui assim. Me atiço ainda com as pessoas com a juventude, com a vontade de crescer. Quero ser dono do meu nariz, da minha alma e dos meus pensamentos.

Escrevo sem motivo, só pela vontade, pelo desejo, pelo apreço de tornar publico e universal meus pensamentos. O individual é sempre mais publico que os segredos. Talvez alguém se identifique com essas palavras. Quero que leiam, reflitam ou rasguem o papel, feche a página do computador. Não importa! No meu papel a minha função foi cumprida. Escrevi me tornei melhor, nem que seja por esse instante. Tente também.

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